Recife, 9 de dezembro de 2010
Censo não oferecerá novamente dados confiáveis sobre pessoas com deficiência
O Censo de 2010, recentemente iniciado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), está utilizando novamente o método de amostragem para captar dados sobre as pessoas com deficiência. Dos grupos vulneráveis, somente esse segmento não consta em todos os formulários. A presidente do Conselho Nacional de Defesa da Pessoa com Deficiência (Conade), Denise Granja, argumenta que o método não será capaz de trazer dados confiáveis e satisfatórios para se traçar políticas públicas. “Em apenas um de cada dez questionários haverá perguntas sobre essas pessoas”, ressalta.
O IBGE usa um formulário comum a todos os entrevistados. Em uma de cada 10 casas visitadas há o acréscimo de outro formulário com questões para aprofundamento, é o caso das pessoas com deficiência. O fato ensejou vários protestos do segmento e uma representação junto ao Ministério Público Federal de São Paulo. Segundo o Conade, tanto o conselho quanto as pessoas com deficiência não tiveram acesso ao questionário para que pudessem intervir. Em Recife, de acordo com o presidente do Coned (Conselho Estadual da Pessoa com Deficiência), Paulo Silva, um grande número de pessoas declararam não terem sido entrevistadas para o Censo de 2000.
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