IMPRENSA
Este site é a reconfiguração da publicação Dicas para Jornalistas, manual produzido pela Assessoria de Comunicação do Ministério Público de Pernambuco com o intuito de estreitar a relação do MP brasileiro com a Imprensa, duas das quatro instituições apontadas pelo Ibope, em pesquisa realizada em 2004, como as mais acreditadas do país.
Incumbidos de fazer a defesa da sociedade, assegurando os direitos e interesses coletivos, nós do Ministério Público buscamos a aplicação isonômica da lei para que neste esforço possamos estabelecer um Estado Democrático de Direito, sobretudo, capaz de garantir, ao menos, os direitos fundamentais da pessoa humana. É nessa empreitada que nos reconhecemos ladeados e apoiados pela Imprensa.
A partir da Constituição de 1988, o Ministério Público reforça seu papel de vocalizador das demandas sociais e, neste contexto, são os jornalistas os ouvidores da sociedade. Portanto, os trabalhos do Ministério Público e da Imprensa caminham sinergicamente no mesmo sentido: promoção e defesa dos direitos humanos.
Coincidentemente, a prática dos Promotores de Justiça e dos jornalistas só é possível com fidelidade à verdade, espírito crítico e, sobretudo, com fiscalização das relações de poder, onde quer que elas se manifestem. Para esse fim nos foi conferida a liberdade, que, como bem definia Jean-Jacques Rousseau, é um princípio que compreende direito e dever ao mesmo tempo. Para o filósofo francês, renunciar a liberdade é renunciar à própria qualidade de homem e aos direitos da humanidade. Seguindo tal raciocínio, poderíamos dizer o mesmo do Ministério Público (instituição autônoma e independente de todos os Poderes) e do Jornalismo: a nossa contrapartida do direito à liberdade é o dever de exercê-la com isenção na defesa da sociedade.
Não podemos, pois, colocarmo-nos como vestais que se arvorem a ter o monopólio da ética e do acerto, contudo, é inegável que somos, no mínimo, diferentes, pois temos demonstrado um firme e corajoso compromisso com o povo.
Esperamos que as dicas dessa publicação, de caráter estritamente pragmático, sirvam como ferramenta de auxílio aos jornalistas que trabalham para garantir a cidadania, denunciando e investigando os crimes, os abusos, os enumeráveis atos de improbidade e as diversas formas de omissões do Poder Público.
A cidadania está esperta e vigilante. Portanto, envidemos esforços para que a sociedade, destinatária final de nosso trabalho, possa compreender quem somos e como podemos atuar, muitas vezes, ao lado dos movimentos sociais e organizações populares.
Nesse sentido, é necessário que a Imprensa, no seu papel de formar e informar, traduza esse complexo emaranhado de termos, órgãos e atribuições do Ministério Público, que se tem postado como “fiscal da lei e defensor da democracia”, mas que ainda é um estranho conhecido para mais de 40% da população brasileira.