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Terça-feira, 26 de maio de 2009

( FP – Grande Recife ) Mãe de Maria Eduarda é afastada de processo

A mãe de Maria Eduarda Dourado, Maria Regina Dourado, foi proibida de se manifestar a respeito do processo que investiga o assassinato da sua filha e da amiga dela Tarsila Gusmão, encontradas mortas no distrito de Camela, Ipojuca, em maio de 2003. A juíza da Vara Criminal da Comarca de Ipojuca, Andréa Calado, acatou o pedido da promotoria do Ministério Público de Pernambuco (MPPE) de afastar Regina Dourado do processo. A alegação do MPPE é de que a mãe da vítima vinha dando declarações à Imprensa, defendendo os irmãos kombeiros Marcelo e Valfrido Lira das acusações sustentadas pela promotoria pública de que foram eles os responsáveis pelo o duplo homicídio.

Em um dos trechos do seu despacho a juíza Andréa Calado coloca que “(...) a posição assumida pela referida senhora em entrevistas dadas à Imprensa, torna insustentável sua permanência no processo na qualidade de assistente de acusação (...)”. Por sua vez, Regina Dourado se mostrou indignada diante da decisão tomada pela juíza de Ipojuca. “Achei um absurdo. Tenho minha opinião e personalidade, por isso, não sou obrigada a acreditar neles (MPPE). Também não sou de acordo com a opinião da juíza. Não há prova nenhuma que incriminem os kombeiros. Ninguém sabe a dor que estou passando, mas a mão de Deus é mais forte”, desabafou. A partir de agora, o caso deverá ser analisado pela câmara criminal do TJPE. A desembargadora Alderita Ramos deverá ser a responsável em julgar as partes do processo. Nos próximos dias, a desembargadora dará seu parecer a respeito desse caso.