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Sexta-feira, 09 de maio de 2008

( JC – Mais Esportes ) Clubes querem derrubar Lei Seca

 

Sport, Náutico e Santa Cruz decidiram, ontem, em audiência no Ministério Público de Pernambuco, na Boa Vista, que tomarão as medidas necessárias para tentar voltar a permitir o consumo e a comercialização de bebidas alcoólicas em seus estádios. Mas prometem cumprir a determinação.

A justificativa dos representantes dos clubes é que a medida imposta pela Confederação Brasileira de Futebol causará prejuízo às associações e resultará na perda de renda para cerca de 600 pessoas que trabalham na venda das bebidas.

 

“Reagiremos por todos os meios. Os incidentes durante os jogos são fora dos estádios e não têm nada a ver com bebidas. A violência parte das torcidas organizadas”, afirmou o vice-presidente jurídico do Sport, Zacarias Barreto.

 

De acordo com os representantes dos clubes, o faturamento com a comercialização de bebidas gira em torno de R$ 15 mil por jogo, a depender da campanha do time e do resultado da partida. Segundo o gerente comercial do Sport, Luiz Paulo Santos, no confronto diante do Palmeiras, quando o Leão venceu por 4x1, foram vendidas cerca de 3,5 mil latas de cerveja.

 

A partir de amanhã, os clubes estão proibidos de comercializar bebidas alcoólicas nos estádios em competições coordenadas pela CBF. O impedimento também valerá para a partida entre Sport e Internacional, pela Copa do Brasil, na próxima quarta-feira. “Cumpriremos a determinação, mas os nossos bares fora do estádio irão vender bebidas normalmente”, disse o rubro-negro.

 

O diretor jurídico do Náutico, Sérgio Galvão, disse que os alvirrubros também respeitarão a resolução. “O bar era muitas vezes quem salvava a renda. Nós discutiremos a questão com os nossos parceiros”. O Timbu, que enfrenta amanhã o Goiás, nos Aflitos, é patrocinado por um fabricante de bebidas (Frevo). “Avisaremos à Polícia caso alguém tente consumir bebidas no jogo”, completou.

 

Para o superintendente do Santa Cruz, Luiz Cláudio, a proibição pode ter efeito contrário. “Os problemas podem até aumentar, já que as pessoas vão chegar embriagadas”, afirmou.

 

Participaram da audiência representantes dos clubes e o promotor de Justiça Geraldo Mendonça. A Federação Pernambucana também foi convocada, mas não compareceu. Para a FPF, a fiscalização ficará a cargo das autoridades presentes nos estádios. O clube que descumprir a medida pode ser suspenso ou pagar multa.